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O ouro foi provavelmente o primeiro metal a ser
descoberto pelo homem. A procura deste metal esteve na origem do
aparecimento, desenvolvimento e conquistas das primeiras civilizações
conhecidas.
Estudos arqueológicos revelam que no ano de 4000 a.C , o ouro já era
trabalhado na Mesopotâmia.
Posteriormente, as técnicas de obtenção do metal e
manufatura dos objetos foram transmitidas a todas as civilizações do
Mediterrâneo Oriental, com realce para a Egípcia.
As civilizações dos Astecas e Maias, no continente
americano, também conheciam e trabalhavam o ouro, que consideravam um metal
precioso.
Na Idade Média, este elemento tinha um papel muito importante como atesta a
famosa procura, pelos alquimistas de então, da Pedra Filosofal que
converteria qualquer metal em ouro.
Indiretamente, esta procura contribuiu para o desenvolvimento da Química, da
Medicina e da Metalurgia.
O ouro na forma nativa existe
no lodo, em depósitos nos rios e preso em algumas rochas.
Os maiores filões de ouro
do mundo estão localizados na África do Sul, incrustados em rochas, sendo
que das 1.500 toneladas mundiais de ouro extraídas anualmente em média ,
quase 80 % vem da África do Sul, onde a mineração acontece a 4 km de
profundidade e a 2 Km abaixo do nível do mar. Durante a descida do elevador
é necessário fazer a descompressão dos ouvidos de tão funda que é a mina, e
a velocidade que despenca o elevador a 16 metros por segundo.
Na África do Sul o trabalho de mineração do ouro
é muito perigoso, acontecendo embaixo de grandes rochas que são impedidas de
desmoronar por macacos hidráulicos e colunas de madeira, que nem sempre
suportam o peso.
A rocha é perfurada e são
colocadas 4 bananas de meganite, em cada furo, é uma banana de
dinamite verde muito mais forte, o local de mineração é muito quente, e
existem máquinas produzindo gelo constantemente na superfície onde é enviado
ao fundo da mina por dutos suspensos, para os mineradores suportarem as
altas temperaturas no interior da mina.
O ouro incrustado em rochas é
levado até a superfície, onde passa por britadores que quebram as rochas
onde está o ouro, que depois passa por processos químicos onde o ouro
puro é separado, e fundido em lingotes, para ser vendido.
O
ouro também existe na água do mar, estimando-se que nos oceanos e mares de
todo o mundo existam cerca de 70 milhões de toneladas de ouro.
Os maiores produtores de ouro do mundo são a África do Sul, a Rússia, o
Canadá, os EUA, e a Austrália.
O ouro é
utilizado como moeda de troca desde 3000 a.C
No entanto, só em finais do século XVIII é que adquiriu um estatuto
monetário universal. A maior parte do ouro produzido em todo o mundo é
absorvido pelos próprios estados, principalmente para reservas
bancárias como garantia de equilíbrio nas transações comerciais
internacionais. Mais de metade de toda a produção mundial de ouro tem este
destino. Em tempos de guerra o ouro é o investimento mais confiável.
As
maiores aplicações não monetárias do ouro são decorativas e funcionais. Os
usos decorativos incluem a joalheria, adornos religiosos, etc. As aplicações
funcionais existem na indústria eletrônica e aeroespacial.
Os
filmes de ouro muito finos têm uma excelente refletividade ao infravermelho.
Também
se utiliza ouro em ligas destinadas a próteses dentárias, contatos
elétricos, equipamento químico, fotografia, etc...
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